

Indicações:
Deixa eu brincar de ser feliz, da Jaya.
Pesar de Alma, do Sr. Ziggy.
O mundo de sofisma, do Lipão.
Quintal de Cores, da Jú Caribé.
Nobre Epígono, do Nobre.
Ópio, da J.S.
Parabéns a todos.
Indicações:
Deixa eu brincar de ser feliz, da Jaya.
Pesar de Alma, do Sr. Ziggy.
O mundo de sofisma, do Lipão.
Quintal de Cores, da Jú Caribé.
Nobre Epígono, do Nobre.
Ópio, da J.S.
Parabéns a todos.
Pela primeira vez, venho aqui ter uma conversa rosto a rosto com você que está me lendo. Eu sempre achei difícil lidar com a ausência do anonimato e, muitas vezes, acabei me tornando impessoal ou prolixo. Tentava fugir do que eu, tão somente eu, sentia e queria expor. Mas hoje foi diferente. Acordei, por mais uma vez, com loucos desejos, anseios, aspirações e metas a cumprir. Dessa vez, eu precisei ser personagem principal dessa história. Ao seu lado, claro.
Eu queria que você sentisse o que eu sinto. Queria que você transpirasse todas as dúvidas e os medos e me alimentasse de suas palavras, de seus olhares, de seu sorriso... Hoje eu quero dizer que sou quem sou, sem paredes pra nos separar ou florestas pra nos perder. Nossas conversas todos os dias, nosso abraço fraternal, nossas explicações sobre a química da vida, os elétrons ao redor do núcleo, a distância imensa entre eles, o vazio que os preenche.
Eu vivo num mudo cheio de bobagens, cheio de gosto de criança. Vivo o que nem me é permitido viver, ultrapassando minhas imposições e as dos que me amam. Eu consigo ser sério nos momentos em que todos estão rindo. Não consigo parar de rir quando todos estão sérios. Sou capaz de adormecer perante você, caso eu não goste do que estás a falar. Sei fazer com que você nem mesmo perceba minha ausência e, quando quero, sei irrigar de sangue arterial todo o seu corpo, levar você à anestesia total de sua matéria.
E eu me amo... Cada gesto, cada fala, cada sonho. Me amo por completo... E amo você também. Em tudo que és. Em cada suspiro. Em cada pergunta. Em cada olhar. Em cada contato. E estamos num balanço eterno. Você vai, eu venho. Você vem, eu vou... Estamos sempre na mais distante das proximidades e na mais próxima das distâncias. E entenda, meu amor, isso não é paradoxal. Você sabe disso.
Eu tenho uma novidade legal. Ontem, o Dia me contou um segredo, mas eu prefiro nem contar detalhes sobre isso. Só deixo que você saiba que ele será o responsável pelo fim desse balanço. E isso vem rápido. Bem rápido, inclusive. Além disso, ele me assegurou que traria uma bagagem cheia de coisas que vamos precisar, como maturidade, paz, amor, fé e controle. Fiquei super feliz com isso e descobri que essa coisa de relatividade temporal não está apenas nos livros de física. Está em nosso âmago, esperando pra ser descoberto.
[Amor, ok! De tudo, só uma dúvida: se o átomo, em sua plenitude, é composto quase que completamente por um imenso nada, que somos nós? Tudo que vemos, então, não passaria de projeções falsas do que somos capazes de sentir ou perceber. Como pode isso me transformar em algo tão imaterial e sensível? É... Isso me sensibiliza bastante.]
Hoje me peguei sentindo você em meus braços
Senti a sede que havia em tua boca
A felicidade que seu palpitar denunciava
Sentindo tuas unhas arranharem minhas costas
Sentindo o prazer que tuas formas exalavam
Hoje me peguei cheirando o seu corpo
Arrancando tuas roupas
Atiçando os nossos sexos
Amando descontroladamente
Sentindo-me dentro de ti
Hoje eu me peguei sem controle
Sentindo a segurança de seus afagos
Sob os panos daquele quarto
Que nada vai nos separar
Que o nosso amor não pára
Meu medo esvaía
Meu amor transpassava
E eu mais te queria
Uma longa estrada pra se viver...
[Infinita Highway!]
Há cerca de cinco bilhões de anos, o meio ambiente esteve protegido da exploração humana. Com o passar de 100 mil anos foi percebida a notável desestruturação e derrocada da “harmonia” antes existente. É fácil perceber isso quando pensamos no período de chegada dos portugueses ao Brasil. Nesse tempo, os índios usufruíam construtivamente do meio em que viviam, não destruindo dessa forma a base de suas vidas: a natureza. Em contraponto, os europeus, buscando o acúmulo de suas riquezas, destruíram abruptamente os nossos recursos naturais, acreditando, talvez, que seriam infindáveis.
A necessidade de mudança e de uma nova maneira de agir com relação aos problemas que o mundo vem enfrentando explicita-nos a idéia de que precisamos urgentemente de uma nova ética planetária: O ethos mundial. Essa postura é na verdade um consenso no qual idéias viáveis já existentes são discutidas e apontadas como soluções para a problemática terrestre. O futuro de nossos descendentes, portanto, está em nossas mãos e, o tempo para que possamos pensar sobre tais questões já está se esgotando. A avançada crise em que vivemos choca-se intensamente sobre nossas costas e, ao mesmo passo, cresce em nível cada vez mais acelerado. Como resposta a isso, a nossa adaptação ao ambiente terrestre está cada vez mais difícil.
As práticas econômicas anteriores ao capitalismo não geravam a degradação absurda e o estoque de alimentos hoje existente. Já existem algumas empresas desenvolvendo projetos na área ecológica que minimizam consideravelmente esses danos. No entanto, o capitalismo, em grande parte, não adota práticas ecologicamente corretas e não há estímulos para projetos de proteção ambiental. Os problemas da expansão capitalista, até então pouco observados, vêm tornando-se cada vez mais alarmantes.
O desenvolvimento industrial, por exemplo, propiciou-nos a mecanização e a robótica, fator este que trouxe à tona riqueza e desenvolvimento. Entretanto, se visto por outro lado, fez surgir consideráveis diferenças entre os grupos sociais, o que acarreta a má distribuição das riquezas e a desigualdade. Outro problema que emerge, é em relação às práticas absurdas lançadas sobre o meio ambiente. O homem vem cada vez mais se apoderando da biosfera, sem tomar consciência dos danos que produz: o desflorestamento, o efeito estufa, as queimadas, a poluição do ar e das águas, entre outros. As formas de trabalho, antes baseadas no esforço humano, vêm instituídas cada vez mais da maquinaria, diminuindo dessa forma, a área de participação do homem nesses setores. Isso gerou a crise do trabalho, e consequentemente o aumento do número de desempregados. Para Ricardo Antunes, professor do Departamento de Sociologia da UNICAMP, "depois da década de 1970, o mundo do trabalho vivenciou uma situação fortemente crítica, talvez a maior desde o nascimento da classe trabalhadora e do próprio movimento operário inglês."
O propósito das teorias sustentáveis encaixa-se precisamente num contexto de análise e restauração do âmbito sócio-ambiental. De forma geral, é um processo político-participativo que integra as sustentabilidades econômica, ambiental e cultural, tendo em vista o alcance e a manutenção da qualidade de vida. Conscientizar o mundo de algo tão importante, como o fenômeno das crises ambientais, é algo de fundamental importância, ao mesmo passo que se torna tarefa árdua e tema de discussões polêmicas. O aprofundamento dessa questão permite-nos dizer que o meio-ambiente não é apenas algo a ser pensado hoje; é também uma associação de conjuntos e inter-relações que propiciam a vida futura.
Será, então, que seremos a última geração a existir? Até quando a Terra suportará demasiada pressão? O que podemos fazer para reverter, ou pelo menos, reduzir, o insustentável?
Em meio à desestruturada política de globalização, multidões de pessoas já estão morrendo de fome, por falta de condições necessárias à sua sobrevivência. Vivemos num universo, onde todos nós somos cúmplices e vítimas das nossas ações e, se não pararmos para observar as causas dessa “modernidade”, a ocorrência de seus efeitos perdurará às nações futuras. Faz-se necessário rever a direção da humanidade, no momento em que sua continuidade se vê ameaçada, principalmente, pelo crescimento da violência generalizada contra nosso habitat.
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Meus indicados para os selos acima são:
Ele foi ao banheiro com o intuito de tirar todo o peso que o dia lhe propiciara. Despiu-se rapidamente defronte aquele espelho ameaçador, que parecia querer dizer algo. E ficou minutos ali parado, observando a sua imagem estática. Parecia estar em um sono hibernal, pois nem mesmo o telefone que tocava lá fora desprendia sua atenção.
O seu reflexo, ainda que imutável, deixava transparecer que existia um outro ser por trás daquela superfície lisa e polida. Os minutos pareciam correr e ele já não mais sentia o seu corpo; estava como que em hipnose, na mais pura leveza espiritual. Uma hora já se passara e nenhuma inconstância estava ocorrendo. O único ponto material que causava perturbações naquele ambiente era o telefone que não parava de tocar. No entanto, para ele, de nada adiantava aquele som. Ele nem mesmo o ouvia.
Seu coração batia levemente e sua respiração estava tranqüila. Já seus braços estavam rigidamente parados, denunciando uma liberdade extraordinária. Sua aparência era serena e encantadora, iludindo quaisquer espectadores que ali fossem colocados. No entanto, algo estava completamente fora do normal: sua pupila dilatada e em fase de ressecamento denunciava o perigo que havia por trás de toda aquela situação. Ele já não mais enxergava nada, mas a sua imagem ainda estava suspensa em sua imaginação. Começou a sentir uma dor intensa por todo o corpo, explicada talvez pela sinergia de seus órgãos, que tentavam a todo custo acordá-lo daquele estado de transe.
Numerosos comandos eram enviados pelo Sistema Nervoso Central até as articulações daquele ser, que incrivelmente não respondia a nenhuma dessas tentativas. O seu sangue já não mais circulava por todo o corpo e seus pés estavam roxos e inchados. Sua temperatura chegava aos 39,5°C, subindo rapidamente a cada segundo que era contado. Após 2h e 11 minutos, seu corpo desabou sobre aquele chão gélido de seu banheiro. O choque lhe propiciara uma fratura no crânio de sangramentos intensos, e não havia ninguém naquela casa que pudesse socorrê-lo.
O telefone continuava a tocar incessantemente, até que a pessoa que estava na outra linha decide deixar a mensagem na secretaria eletrônica: - Amor, acorde! Precisamos conversar o quanto antes. Já são 10h da manhã e você ainda dormindo! Olha, os preparativos de nosso casamento já foram aprontados e os convites estão quase prontos para serem enviados aos nossos parentes e amigos. Só falta irmos até a Igreja para falar com o padre e marcarmos o dia... Estou à sua espera. Um beijo, te amo!
[O homem desperta-se, com o som de sua noiva ao telefone, daquele pesadelo terrível e sai correndo em direção ao banheiro. Ainda precisava tomar um banho e ir ao encontro de sua amada. Olhando para o espelho, faz ar de riso e sozinho diz: - Meu Deus, quanta bobagem!]
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Olá meus amigos blogueiros. Recebi dois novos selos do Filipe, dono do espaço "O mundo de sofisma". Esse rapaz, um excelente escritor, tem habilidades indescrítiveis no quesito sensibilidade... Já sou fã do mesmo. Visitem-no.
Não sei como estou, quem sou ou pra onde vou.
O que fazer, como entender, estremecer...
Acarinhar, vou suplicar: eu quero amar.
E esquecer, enternecer, aparecer...
Suprimir ou deixar-me cair?
Carcereiro medieval.
Eu quero sumir, mentir, redimir...
Prazer, descrer, enobrecer...
Um dia hão de ser!
E se eu pudesse largar
Ou ao menos fingir
Se eu pudesse cantar
O que em mim quer sair...
Ela parecia ser tímida diante de situações que envolviam sexualidade. Sempre reagiu com desarmonia quando o tema daquela roda de amigos era sobre os prazeres que o amor carnal podia ostentar. E ela fugia, deixando transparecer a todos o sentido que o constrangimento e a repulsa lhes causavam. Lançava-se naquele canto escuro de seu quarto a chorar por noites a fio. Alguns zombavam com palavras severas; outros tentavam entendê-la.
Dentro daquelas quatro paredes de seu refúgio, a escuridão era o seu único guia, capaz de ouvir aquele pranto incessante e doloroso. O silêncio, por sua vez, manipulava o tempo, transformando os segundos em horas e os minutos em dias. Naquele chão frio e liso ela estirava todo o seu corpo, na tentativa, talvez, de encontrar uma postura que lhe agradasse... Inútil.
Sua pele clara e limpa desenhava a fragilidade que estava implícita naquelas poucas melaninas. Muitas coisas misturavam-se naquela mente cheia de dúvidas, receios e imposições. Havia algo que a manipulava completamente... Algo que fazia as noites serem mais viris e os dias nublados de solidão.
Ela guardava desejos que nem mesmo conseguia entender, e forjava-os no seu íntimo para que ninguém ousasse arrancá-los. Tudo era muito confuso. O seu corpo retraía-se quando sua alma avançava. O plano físico e o espiritual estavam lidando com constantes choques internos...
Tentava esquecer aqueles pensamentos loucos e só os permitia quando em sonho. Lá tudo era possível e, não mais, havia inibições que lhe maltratassem. O suor escorria por seu corpo como resposta àquela união de bocas, mãos e toques. A ousadia, que nunca lhe fora útil, lançava em seu corpo esguio as posições mais banais. Ali eram permitidos os beijos mais quentes e os afagos mais indiscretos. O pudor já não mais excluía o desejo, pois ambos alimentavam-se do prazer.
[Lá estou eu à espreita, apenas observando a "vida" sobrevir.]
A música tem o legítimo dom de aguçar os sentidos da pele, permitindo movimento aos corações congelados. Ela é capaz de embebedar os seres mais tímidos, enaltecendo-os com uma alegria jamais dimensionada. (23/06/09)
O bom poeta é aquele que transforma suas dores em vida, seus desamores em paixões sedentas; é aquele que dá vida ao que já não mais existe, e morte ao que ainda nem nasceu. (20/06/09)
Eis que algum dia percebi o quanto sou feliz por estar vivo. A dimensão do que posso ser, fazer e desfazer vai além do que eu jamais poderia imagi- nar. É algo incrivelmente majestoso. (20/06/09)